IDENTIFICAÇÃO DE CLUSTERS INDUSTRIAIS: UM ESTUDO QUANTITATIVO DA MICRORREGIÃO DA AMARP, SANTA CATARINA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54805/RCE.2527-1180.v6.n1.120
Abstract views: 186 / PDF downloads: 141

Palavras-chave:

cluster, Alto Vale do Rio Peixe, quociente locacional, participação relativa

Resumo

O presente estudo tem como objetivo identificar a existência de clusters industriais na região do Alto Vale do Rio Peixe (AMARP), utilizando metodologia baseada em critérios de especialização, participação e densidade da região selecionada. Caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem predominantemente quantitativa, com objetivos estabelecidos característicos de pesquisas descritivas, e procedimentos típicos de uma pesquisa de levantamento. Os resultados da pesquisa identificaram a existência de diversos clusters na Microrregião da AMARP, sendo que entre os municípios analisados, Caçador, Fraiburgo e Videira se destacam pela coexistência de múltiplos clusters, e Pinheiro Preto por um cluster de bebidas alcóolicas. O estudo aponta ainda que o cluster industrial da microrregião analisada é formado, majoritariamente, por micro e pequenas empresas que, em conjunto com grandes e renomadas empresas de porte internacional, promovem desenvolvimento socioeconômico local e regional. A pesquisa aponta ainda, que há uma defasagem considerável de escolaridade entre a força de trabalho dos municípios participantes do estudo, fator este que pode impactar significativamente o desenvolvimento econômico de longo prazo da região.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Amably Cristina Platen, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista do CNPq.

Leandro Hupalo, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Mestre em Educação pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Professor e pesquisador na Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP). Professor na Faculdade Senac Videira. Bolsista CNPq/Sebrae.

Fábia Cristina Souza Santiago, Ibmec Belo Horizonte

Engenheira de Produção pelo Ibmec - BH. Atualmente é graduanda em Logística Aeroportuária na Fatec Indaiatuba.

Referências

ALTEMBURG, T.; MEYER-STAMER, J. How to promote clusters: policy experiences from Latin America. World Development, Amsterdã, v. 27, n. 9, p. 1693-713, 1999.

BEGNINI, S.; CARVALHO, C. E. Identificação de clusters industriais: um estudo quantitativo no estado de Santa Catarina. Interações, v. 22, p. 489-512, 2021.

BITTENCOURT, P. F.; CAMPOS, R. R. Diversificação de estruturas industriais localizadas: um estudo de caso para o estado de Santa Catarina. Revista de Economia, Curitiba, v. 35, n. 2, p. 33-59, 2009.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Brasília, DF, 2020.

BRITTO, J.; ALBUQUERQUE, E. M. Clusters industriais na economia brasileira: uma análise exploratória a partir de dados da RAIS. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 32, n. 1, p. 71-102, 2002.

CASAROTTO FILHO, Nelson, PIRES, Luis H. Redes de pequenas e médias empresas e desenvolvimento local: estratégias para a conquista da competitividade global com base na experiência italiana. São Paulo: Atlas, 1998. 148p.

CROCCO, M.; SANTOS, F.; SIMÕES, R.; HORÁCIO, F. Industrialização descentralizada - sistemas produtivos locais: o arranjo produtivo calçadista de Nova Serrana (MG). Parcerias Estratégicas, Brasília, v. 8, n. 17, p. 55-134, 2003.

DE LIMA, Jandir Ferrera. Clusters territoriais: elementos para reflexão. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, v. 33, n. 2, p. 199-204, 2011.

FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. Atlas da competitividade da indústria catarinense. Florianópolis, 2022.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.

GEROLAMO, M. C.; CARPINETTI, L. C. R.; FLESCHUTZ, T.; SELIGER, G. Clusters e redes de cooperação de pequenas e médias empresas: observatório europeu, caso alemão e contribuições ao caso brasileiro. Gestão & Produção, São Carlos, v. 15, n. 2, p. 351-65, 2008.

IBGE. Comissão Nacional de Classificação. IBGE, Rio de Janeiro. Disponível em: https://cnae.ibge.gov.br/?view=secao&tipo=cnae&versaosubclasse=10&versaoclasse=7&secao=C. Acesso em: 14 nov. 2021.

IGLIONI, D. C. Economia dos clusters industriais e desenvolvimento. São Paulo: FAPESP, 2001.

JOÃO, S. L.; OLIVARES, G. L. Análise dos aglomerados produtivos nos municípios de Angra dos Reis, Campos e Petrópolis no estado do Rio de Janeiro. Revista Ibero-Americana de Estratégia, São Paulo, v. 13, n. 4, p. 122-35, 2014.

LÜBECK, R. M.; WITTMANN, M. L.; SILVA, M. S. Da. Afinal, quais variáveis caracterizam a existência de clusters, arranjos produtivos locais (apls) e dos sistemas locais de produção e inovação (slpis)? Revista ibero-americana de estratégia - RIAE, v. 11, n. 1, p. 120–151. 2012.

MARQUES, J. C.; SOUZA, C. L. Clusters como instrumento estratégico de reforma urbana sustentável. Cadernos de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, v. 4, n. 1, p. 59-72, 2004.

MARSHALL, A. Princípios de Economia: Tratado Introdutório. Série Os Economistas. 1996.

MEYER-STAMER, J. Algumas observações sobre clusters em Santa Catarina. Atualidade Econômica, n.37, 2000.

MYTELKA, L.; FARINELLI, F. Local Clusters, Innovation Systems and Sustained Competitiveness UNU/INTECH Discussion Paper, out. 2000.

OLIVARES, G. P.; DACOL, P. R. T. Avaliação da contribuição de aglomerados produtivos para o desenvolvimento local no estado do Rio de Janeiro. Production, São Paulo, v. 24, n. 4, p. 833-46, 2014.

ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO [OCDE]. Boosting innovation: the cluster approach. 1. ed. Paris: OCDE Publishing, 1999.

OSINSKI, M; PEREIRA, M. F.; ROMAN, D. J.; DE MORAIS NETO, S. Competitividade e clusters catarinenses. Revista Reuna, v. 19, n. 3, p. 65-88, 2014.

PIEKARSKI, A. E. T.; TORKOMIAN, A. L. V. Identificação de clusters industriais: uma análise de métodos quantitativos. Gerpros, Bauru, v. 1, n. 1, p. 40-50, 2005.

PORTER, M. E. Clusters e competitividade. HSM Management, v. 3, n. 15, p. 100-110, jul./ago. 1999.

PORTER, M. E. Competição. Rio de Janeiro. Campus, 1999.

REZENDE, A. C.; CAMPOLINA, B.; PAIXÃO, A. N. DA. Clusterização e localização da indústria de transformação no Brasil entre 1994 e 2009. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, v. 43, n. 4, p. 27-50, 2012.

RISSETE, C. R.; MACEDO, M. M.; MEINERS, W. E. M. A. Identificação e tipologia de clusters da região metropolitana de Curitiba. In: ENCONTRO DE ECONOMIA PARANAENSE, 2., 02/out. a 04/out., Maringá. Anais [...]. Maringá: UEM/UEL/UEPG/UNIOESTE/IPARDES, 2003.

ROELANDT, T. J. A.; HETOG, P. Cluster analysis and cluster-based policy making in OECD countries: an introduction to the theme. In: OCDE. Boosting innovation: the cluster approach. 1. ed. Paris: OCDE Publishing, 1999. p. 9-23.

SUZIGAN, Wilson; GARCIA, Renato; FURTADO, Joao. Clusters ou sistemas locais de produção e inovação: identificação, caracterização e medidas de apoio. São Paulo: IEDI, p. 12-19, 2002.

SUZIGAN, W.; FURTADO, J.; GARCIA, R.; SAMPAIO, S. Clusters ou sistemas locais de produção: mapeamento, tipologia e sugestões de políticas. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 24, n. 4, p. 543-62, 2004.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VALE, Gláucia Maria Vasconcellos; DE CASTRO, José Márcio. Clusters, arranjos produtivos locais, distritos industriais: reflexões sobre aglomerações produtivas. Análise Econômica, v. 28, n. 53, 2010.

Downloads

Publicado

2023-04-28

Como Citar

Platen, A. C., Hupalo, L., & Santiago, F. C. S. . (2023). IDENTIFICAÇÃO DE CLUSTERS INDUSTRIAIS: UM ESTUDO QUANTITATIVO DA MICRORREGIÃO DA AMARP, SANTA CATARINA. Revista Catarinense De Economia, 6(1), 11–22. https://doi.org/10.54805/RCE.2527-1180.v6.n1.120

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.